Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o acompanhamento baseado no Yoga Sūtra e o coaching?

O coaching parte de uma meta clara: você sabe onde está e para onde quer ir. O foco é traçar estratégias para alcançar esse objetivo.

Já no trabalho com o Yoga Sūtra, em última instância, o questionamento é: afinal, quem sou eu?

→ Por que ajo como ajo?
→ Que padrões me bloqueiam?
→ O que está por trás do que eu penso que quero?

É um processo de autodescoberta. Questões práticas da vida, como — estresse, problemas nos relacionamentos, insônia, autoestima —, também são trabalhadas, mas como parte de um caminho mais amplo de investigação interna.


Quais as diferenças entre o acompanhamento baseado no Yoga Sūtra e a Psicanálise?

Há semelhanças como: ambas investigam aquilo que impulsiona as nossas ações, mas que permanece oculto.  Memórias são revisitadas e repetições tornadas conscientes.

Mas há diferenças importantes:

Aconselhamento

No Yoga Sūtra, quem acompanha pode oferecer sugestões para reflexão com base no texto e na tradição — não em opiniões pessoais.
Na Psicanálise, não há aconselhamento: o analista escuta e devolve sua fala para que você elabore.

Corpo e respiração

O Yoga Sūtra inclui práticas corporais e respiratórias — algo ausente na Psicanálise.

Desejos e quereres

No coaching, você chega com objetivos definidos.
Na Psicanálise, descobre que o que acha que quer pode não ser o que realmente quer.
No acompanhamento com o Yoga Sūtra, você toma consciência dos seus talentos e daquilo que é seu — e aprende a diferenciar o que vem do outro.
A partir daí, surge uma escuta mais sutil: para onde a vida me leva agora?
É menos sobre o que eu quero ou deixo de querer. É mais sobre o prazer de surfar no flow da vida.

Relação com o terapeuta

Na Psicanálise, o analista é neutro e pouco se expõe.
No Yoga Sūtra, quem acompanha é um ser que pratica o processo com o qual trabalha — compartilha vivências, quando isso contribui para o processo.

→ Expansão do ser

O Yoga Sūtra amplia a visão de si. Você acessa camadas mais profundas da mente e a visão de si como alguém faltante pode ser quebrada. Segundo os sábios orientais, a fonte do ser é livre da falta.  


De que forma o Yoga Sūtra acrescenta para uma pessoa com anos de análise?

Eu mesma tenho muitos anos de análise. A análise me ajudou a romper repetições e a caminhar em direção ao que realmente me move.

O processo com o Yoga Sutra também atua nesse sentido — mas traz outras camadas:

  • Incorpora o corpo e a respiração como instrumentos de pacificação de conflitos
  • Oferece orientações práticas vindas de uma tradição milenar
  • Abre para uma visão mais ampla do ser
  • Trabalha foco e presença

Não vejo esses caminhos como excludentes. Ao contrário: Psicanálise e Yoga se enriquecem mutuamente no meu trabalho e na minha vida.


Quanto tempo dura o acompanhamento baseado no Yoga Sūtra?

Não há um tempo certo. Quando o objetivo não é apenas resolver uma questão pontual, mas se aprofundar no autoconhecimento, o processo é naturalmente longo.

Leva tempo para desatar os nós internos que levamos anos para formar. Muitos são afetados por ansiedade, estresse, insônia, problemas nos relacionamentos e questões com a autoestima, entre outros fatores. É preciso persistência, paciência e interesse genuíno em autoobservação e quebrar padrões.

A cada encontro com o Yoga Sūtra e outros textos da tradição indiana, a mente passa por um processo de lapidação.

Com o tempo, o próprio praticante vai ganhando autonomia para aplicar os ensinamentos à vida cotidiana.

O Yoga, em sua essência, é liberdade — inclusive a liberdade de não depender permanentemente de um profissional que o acompanhe.


Tem idade para começar?

Não. O Yoga, em sua essência, é para todos — independentemente da idade ou condição física.

O acompanhamento baseado no Yoga Sūtra pode ser adaptado a diferentes fases da vida, respeitando o momento e as necessidades de cada pessoa. O Yoga oferece ferramentas diversas que atendem pessoas com diferentes demandas.


Por que fazer sessões individuais?

A sessão individual permite aprofundar questões específicas com mais foco na sua realidade.

O acompanhamento é conduzido de forma personalizada, respeitando o seu ritmo, as suas experiências e os seus temas. Esse espaço exclusivo favorece uma transformação alinhada com sua jornada pessoal.


Sempre achei que Yoga era só atividade física…

É comum associar o Yoga apenas à prática física. Mas o Yoga, em sua origem, é muito mais do que posturas corporais. Ele é um caminho de transformação, que envolve posturas corporais, respiração, escuta atenta, reflexão e autoobservação.

O objetivo é pacificar tensões internas, reconhecer padrões mentais que geram sofrimento e desarmar conflitos — no tempo e nas possibilidades de cada um.

Se o seu interesse é apenas físico, outras práticas talvez possam te atender melhor. Mas se você busca se conhecer, transformar condicionamentos e acessar mais equilíbrio interno, o Yoga é uma jornada poderosa.


Por que fazer sessões baseadas no Yoga Sūtra comigo?

Tenho uma longa trajetória com o Yoga, que começou aos 16 anos. No início, era uma prática para aliviar o estresse, a ansiedade. Com o tempo, tornou-se meu caminho de autoconhecimento — uma filosofia de vida.

Nos últimos 15 anos, dedico-me diariamente ao estudo e à vivência do Yoga Sūtra, tanto na minha prática pessoal quanto nos processos que acompanho junto a cada pessoa que me procura.

Além disso, tenho mais de 15 anos de análise e estudo Psicanálise. Isso amplia minha escuta e enriquece as sessões que ofereço.

A relação é o coração de qualquer processo de transformação. Não há transformação sem vínculo.

Seja comigo ou com outro profissional, escolha alguém com quem você sinta conexão real. Isso faz toda a diferença.


Por que alguém que não é do Yoga faria sessões baseadas no Yoga Sūtra?

Porque o Yoga é, antes de tudo, um chamado. Ele pode surgir de forma sutil, como aconteceu comigo — entrou devagar, sem alarde, antes mesmo de se tornar popular no Ocidente.

Você não precisa já praticar Yoga. Basta sentir curiosidade ou afinidade com esse caminho. Esse processo é para quem deseja se conhecer com profundidade, acessar um espaço interno de escuta e ampliar a capacidade de presença.


E quem já pratica Yoga? Por que se lançar em um autoestudo baseado no Yoga Sutra?

Muitos praticantes de Yoga conhecem apenas a dimensão física das posturas. Mas o Yoga Sūtra oferece um universo muito mais amplo — o que inclui a mente, as emoções, a observação de padrões repetitivos e o autoconhecimento.

O acompanhamento é uma oportunidade de aprofundar aquilo que o Yoga tem de mais transformador: a observação de si, a capacidade de conexão interna e externa.

Ver o yoga apenas como posturas corporais é como comprar um carro de corrida para andar a 50km por hora.


Você trabalha com pessoas no Brasil e no exterior. Qual a sua experiência de viver fora do país?

Já vivi em Londres (3 meses), Paris (6 meses) e estou na Alemanha desde 2017.
Mudar de país exige muito: adaptação cultural, desafios com a língua, recomeços profissionais, solidão, reconstrução de vínculos.

Tudo isso me transformou profundamente. Trabalhar com quem vive fora do Brasil faz parte do meu dia a dia, e compreendo bem as questões que surgem nesse contexto.


Quantas sessões por mês eu devo fazer?

O ideal é uma vez por semana.
A regularidade favorece o aprofundamento do processo.


Se faço sessões individuais, posso participar também das vivências em grupo?

Com certeza.
Os processos se complementam e podem enriquecer muito sua jornada de autoconhecimento.