Movimento criativo

Uma vivência de movimento livre, presença e autoescuta.

Dentro de mim sempre houve um anseio de dançar. Mas o meu corpo não dançava. Não porque não houvesse interesse ou potencial de expressão, mas porque eu não me permitia.

Com o tempo, fui descobrindo que dançar poderia ser muito mais do que seguir uma coreografia. Poderia ser uma maneira de libertar o corpo dos movimentos já conhecidos, ampliar a presença e encontrar novos caminhos de expressão.

Quando nos movemos de forma não habitual, quando deixamos o corpo experimentar o que ainda não conhece, algo se desloca. Podemos nos surpreender e abrir uma pequena clareira por dentro. Um espaço para respirar. Para perceber outras possibilidades.

E isso tem tudo a ver Yoga – o aprofundamento no autoconhecimento nos leva a assumir novas perspectivas, transforma a forma como nos identificamos.

Com surgiu a ideia desses workshops?

Durante os dez anos em que vivi na Alemanha, especialmente em momentos de crise, busquei workshops de dança que me ajudassem a atravessar estados de desamparo. Muitas vezes, quando conseguimos mudar a relação com o nosso corpo e com aquilo que estamos vivendo, conseguimos enxergar novas frestas e caminhos possíveis.

A experiência desses workshops, somada à minha prática como professora de yoga e à minha trajetória com meditação e psicanálise, me levou a criar noites dançantes para minhas alunas na Alemanha.

Eu escolhia um tema, criava um espaço de experimentação e propunha movimentos livres, sem coreografia. A ideia não era ensinar a dançar, mas oferecer condições para que cada uma pudesse encontrar sua própria maneira de se movimentar e se expressar.

O coreógrafo israelense Ohad Naharin e sua abordagem de movimento, o Gaga, foram uma importante inspiração nesse caminho.

Como é?

Não é preciso saber dançar. Pessoas de todas as idades e gêneros são bem-vindas. Não há passos para aprender, coreografia para memorizar ou um jeito certo de fazer. Não há certo ou errado. Não há o que corrigir.

Eu proponho um tema e experimentações para que cada pessoa possa descobrir sua forma de se mover e de se expressar. Essa pode ser uma experiência de presença, criatividade, liberdade e autoescuta.

A gente não consegue dançar bem a dança do outro. Mas o nosso movimento próprio, a nossa dança, essa não se aprende e não se ensina. Ela é pessoal e única. A gente só precisa encontrar o caminho que nos leva até ela. É isso que eu te ajudo a vivenciar.

Há, talvez, algumas barreiras a atravessar — aquelas que nos colocam em um lugar apertado dentro de nós — para que possamos liberar o movimento que nasce do nosso jeito próprio e único de estar no mundo.