Take it easy und gehe in die Tiefe


(Versão em português abaixo) * (English version bellow)

Ich möchte dieses neue Jahr damit beginnen, über Leichtigkeit nachzudenken, die in der Yoga-Praxis von größter Bedeutung ist. Zunächst einmal stelle ich allen, die diesen Text lesen, eine Frage. Wenn ihr an ein Gefühl denkt, das ihr jeden Tag in eurem Leben spüren möchtet und ich euch zwei Möglichkeiten vorlege, welche würdet ihr wählen: Möchtet ihr leicht oder angespannt sein?

Leichtigkeit ist ein Wert, der uns allen am Herzen liegt, auch wenn wir nicht genau wissen, wie wir sie inmitten der vielen Herausforderungen, die das Leben an uns stellt, erleben können. Wenn wir jedoch Körperhaltungen (Asanas), bewusste Atemübungen und Pranayamas (Kontrolle des Pranas) oder Praktiken zur Kontrolle des Geistes ausführen, haben die meisten von uns die Tendenz, uns zu zwingen, uns zusammenzuziehen, uns zu verdichten, was das Gegenteil von dem ist, was Yoga uns lehren kann.

Yoga bringt uns in Kontakt mit Praktiken, die auf die Erfahrung der Ausdehnung, der Leichtigkeit, des inneren Raums abzielen. Das Wort Yoga hat mehrere Bedeutungen und eine davon ist: „Yoga ist die ‚Bemühung‘, die körperlichen, emotionalen, energetischen und mentalen Knoten zu lösen.“ Ein Knoten ist etwas Festes. Es ist logisch, dass niemand einen Knoten löst, indem er die Spannung erhöht. Das Lösen eines Knotens erfordert Sorgfalt, Aufmerksamkeit und die Absicht, die Spannung zu lösen.

Ich möchte ein Bild vorstellen, damit wir die Bedeutung der Leichtigkeit in der Yogapraxis vertiefen können. Wenn eine sehr dünne Halskette einen Knoten hat, wie lässt sie sich dann lösen? Mit Feingefühl, nicht wahr? Und wenn ich über den Versuch nachdenke, den Körper zu einer Körperhaltung zu zwingen, für die er noch nicht bereit ist, schlage ich ein neues Bild vor. Wenn ein Lederriemen trocken und gespannt ist, was passiert, wenn ich versuche, ihn zu biegen? Es „bricht“, nicht wahr? Ich muss es erst weich machen, damit es flexibel ist.

Mein Yogalehrer erzählte uns einmal, wie er beschloss, Flöte spielen zu lernen. Er habe die Flöte so festgehalten, dass das Instrument nach einigen Versuchen schief geworden sei. Wenn wir eine Person sehen, die ein Musikinstrument beherrscht, die meisterhaft spielt, spielt sie das Instrument mit einer solchen Leichtigkeit … Die Anwendung von Kraft ist das Mittel, das wir einsetzen, wenn wir nicht wissen, wie wir mit einer Situation umgehen sollen. Und wenn ich an die Erfahrungen meines Lehrers mit der Flöte denke, kann die Anwendung von Kraft – die Spannung –  ein Zeichen für mangelnde Intimität sein. Wer ein Musikinstrument mit Leichtigkeit handhabt, besitzt eine tiefe Vertrautheit mit dem Objekt.

Leichtigkeit und Vertrautheit

Wir suchen intime Beziehungen, Nähe, Kontakt, aber wenn wir ehrlich sind, wie intim sind wir mit uns selbst (mit unserem Instrument – Körper und Geist z.B)? Wie genau sehen wir uns selbst an, um zu erkennen, wo unsere Spannungen und Konflikte liegen? Wo sind unsere emotionalen und mentalen Knoten?

Der Weg zur Leichtigkeit kann durchaus damit zusammenhängen, sich ein intimes, tiefes, aufmerksames und furchtloses Eintauchen in den Körper, den Geist, die Gefühle und die Gedanken zu erlauben, ohne zu urteilen, ohne mehr Widerstand zu erzeugen.

Leichtigkeit kann während der Yogapraxis auf der Matte, aber auch im Alltag, bei den unterschiedlichsten Herausforderungen, erfahren werden. Dasselbe gilt für den Sprung in die Vertrautheit. Die Yogapraxis ist ein günstiger Moment, um Selbstbeobachtung und Selbststudium zu praktizieren, was auch auf das tägliche Leben außerhalb des Yogastudios ausgedehnt werden kann und sollte.

Das Gefühl der Vertrautheit ist mit Stille und Leichtigkeit verbunden. Es ist eine sehr warme, weiche, angenehme Erfahrung. Wie kann man Intimität und Leichtigkeit trennen? Und aus dieser Leichtigkeit, aus dieser Intimität heraus zeigen sich die Liebe, die Selbstliebe, die Zufriedenheit, die Akzeptanz von sich selbst und dem anderen, die Akzeptanz des Lebens, wie es sich darstellt. Und so wird unsere Reise hier auf Erden angenehmer. 

*

PEGA LEVE E VAI FUNDO

Eu gostaria de começar este novo ano refletindo sobre a leveza, que é algo de suma importância na prática do Yoga. Primeiramente, faço uma pergunta a todos que leem este texto. Se você pensar em uma sensação que gostaria de sentir todos os dias de sua vida e eu te apresentar duas opções, qual delas você escolheria: você gostaria de ser leve ou tenso?

A leveza é um valor caro a todos nós, mesmo que não saibamos muito bem como vivenciá-la em meio aos muitos desafios que a vida nos apresenta. No entanto, quando fazemos posturas corporais (asanas), exercícios de respiração consciente e pranayamas (controle do prana) ou práticas que visam o controle da mente, a maioria de nós tem a tendência de se forçar, de se contrair, de se compactar, o que é o oposto do que o Yoga tem a nos ensinar.

O Yoga nos coloca em contato com práticas que visam a experiência de expansão, de leveza, de espaço interno. A palavra Yoga tem vários significados e um deles é: “Yoga é o ‘esforço’ para desatar os nós físicos, emocionais, energéticos, mentais.” Um nó é algo apertado. Pela lógica, ninguém desata um nó intensificando a tensão. Para desfazer um nó, é preciso cuidado, atenção e o intuito de desfazer a tensão.

Gostaria de propor uma imagem para que possamos nos aprofundar em nossas reflexões. Quando um colar muito fino tem um nó, como ele pode ser desatado? Com muita delicadeza, não é mesmo? E pensando na tentativa de forçar o corpo a fazer uma postura corporal, a qual ele ainda não está preparado, proponho uma nova imagem. Se uma fita de couro está ressecada e tensionada, o que acontece se eu procuro dobrá-la? Ela provavelmente irá „quebrar“. Eu primeiro preciso amaciá-la, torná-la flexível.

Uma vez, o meu professor de yoga contou sobre uma ocasião em que resolveu aprender a tocar flauta. Ele segurava a flauta com tanta força, disse ele, que depois de algumas tentativas o instrumento ficou torto. Quando vemos uma pessoa dominar um instrumento musical, tocar com maestria, a pessoa o manipula com tamanha leveza… O uso da força é o recurso usado quando não sabemos como lidar com uma situação. E, pensando na experiência de meu professor, o uso da força bem pode denotar falta de intimidade. Quem manipula um instrumento musical com leveza, possui profunda intimidade com aquele objeto.

Leveza e intimidade

Se formos parar para pensar honestamente, até que ponto somos íntimos de nós mesmos (do corpo, da mente – nossos instrumentos)? Até que ponto nós nos olhamos com intimidade, para verificar onde estão as nossas tensões, os nossos conflitos? Onde estão os nossos nós emocionais e mentais? O caminho em direção à leveza pode muito bem estar relacionado com o se permitir um mergulho íntimo, profundo, atento e destemido no corpo, na mente, nas emoções, nos pensamentos, sem julgamentos, sem criar mais resistência.

A leveza pode ser vivenciada durante a prática de yoga sobre o tapete, mas também no dia a dia, diante dos mais diversos desafios. O mesmo se pode dizer sobre o mergulho na intimidade. A prática de yoga é um momento propício para praticar a auto-observação, o auto-estudo, que pode e deve ser estendido para o cotidiano fora do tapetinho.

A intimidade é uma vivência calorosa, macia, agradável. Sentir-se íntimo é carregado de quietude, de leveza. E é dessa leveza, dessa intimidade que o amor, o auto-amor, o contentamento, a aceitação de si e do outro, a aceitação da vida como ela se apresenta se mostram. E assim a nossa jornada aqui na Terra vai se tornando mais prazerosa. Um prazer menos errático, mais constante.

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TAKE IT EASY AND GO DEEP

I would like to begin this new year by reflecting on lightness, which is something of paramount importance in the Yoga practice. First of all, I ask everyone who reads this text a question. If you think of a feeling you would like to feel every day of your life, and I present you with two options, which one would you choose: would you like to be light or tense?

Lightness is a value dear to all of us, even if we don’t know very well how to experience it in the midst of the many challenges that life presents to us. However, when we do body postures (asanas), conscious breathing exercises and pranayamas (prana control), or practices aimed at controlling the mind, most of us have the tendency to force ourselves, to contract, to compact ourselves, which is the opposite of what Yoga has to teach us.

Yoga puts us in touch with practices that aim at the experience of expansion, of inner space. The word Yoga has several meanings and one of them is: „Yoga is the ‚effort‘ to untie the physical, emotional, energetic, mental knots.“ A knot is something tight. By logic, no one unties it by intensifying the tension. To untie a knot requires care, attention, and the intent to undo the tension, to relax.

I would like to introduce an image so that we can deepen the meaning of lightness in yoga practice. If a very thin necklace has a knot, how can it be untied? With delicacy, right? And when I think about trying to force the body into a posture it’s not ready for, I suggest a new image. If a leather strap is dry and taut, what happens when I try to bend it? It „breaks,“ doesn’t it? I have to soften it first to make it flexible.

My yoga teacher once told us about a time when he decided to learn to play the flute. He held it so tightly, he said, that after a few tries the instrument got bent. When we see a person mastering a musical instrument, playing with mastery, he or she handles it with such lightness… The use of force is the recourse when we don’t know how to deal with a situation. And, thinking about my teacher’s experience with the flute, the use of force can denote a lack of intimacy. Those who play with lightness possess a deep intimacy with the instrument.

Lightness and Intimacy

If we think honestly, how intimate are we with ourselves (with the body and mind instruments)? How intimately do we look at ourselves to see where our tensions, our conflicts are? Where are our emotional and mental knots? The path towards lightness may very well be related to allowing oneself an intimate, deep, attentive and fearless dive into the body, the mind, the emotions, the thoughts, without judgments, without creating more resistance.

Lightness can be experienced during the yoga practice on the mat but also in everyday life, facing the most diverse challenges. The same can be said about diving into intimacy. Our practice is a propitious moment for self-observation, self-study, which can and should be extended to daily life outside the yoga studio.

Intimacy is a warm, soft, pleasant experience. Feeling intimate is charged with stillness and lightness. And it is from this lightness, from this intimacy, that love, self-love, contentment, acceptance of oneself and of the other, acceptance of life as it is, show themselves. And so our journey here on Earth becomes more pleasurable. A less erratic pleasure, more constant.

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